A Vasselai abre espaço em suas obras para nomes que compõe a cena da arte urbana. Artistas são convidados a participar de projetos de arte e intervenções em seus empreendimentos com o objetivo de voltar o olhar para locais antes pouco valorizados, como tapumes, garagens, escadarias e a própria estrutura de obra em andamento.

SIGN PAINTING NO BROOKLYN

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O projeto Intervenções tem em sua essência a ressignificação de ambientes que passam despercebidos em uma obra, trazendo um novo olhar para lugares muitas vezes pouco explorados, como um lance de escada ou uma garagem.

Para o lançamento e entrega do Brooklyn, convidamos o artista Samuel Lenzi para preencher com linhas e cores nosso hall de entrada, através de um sign painting criado exclusivamente para o empreendimento.

A ideia é oferecer aos futuros moradores um espaço diferenciado e de interação - que pode ser contemplado a partir do momento que se chega no prédio - e também gerar insights de cultura e arte à rotina da cidade.

Conheça um pouco do trabalho realizado por Samuel e saiba como foi a sua experiência no Brooklyn, com imagens e vídeo da Entremonte:

1) Conte-nos um pouco sobre você, sua história e o que te impulsionou a entrar no meio artístico.:
Venho de uma família de artistas, meus pais sempre pintaram e cresci querendo seguir o caminho das artes, então cursei Design Industrial buscando algo que levasse ao desenho. Acabei não criando produtos, mas me tornei ilustrador, exatamente como desejava.

Após 10 anos trabalhando na área têxtil e em estúdios gráficos, resolvi voltar à minha essência e, há cinco anos, comecei a estudar tipografia e me especializei nessa área. Hoje sou um letrista tradicional, que cria e aplica as letras com pincel.

2) Nos explique o que é sign painting e como surgiu seu interesse por esse tipo de arte.
Sign Painter é o pintor de letras, que antigamente criava logos, aplicava com tinta na fachada dos estabelecimentos e fazia qualquer tipo de publicidade usando tinta e pincel. Era o que hoje chamamos de publicitário, designer gráfico ou diretor de arte, dentre outras funções não tão populares na época. Este tipo de trabalho era comum até a popularização do computador e invenção dos adesivos, que por serem mais práticos e baratos, acabaram extinguindo a profissão. Atualmente vários artistas estão retomando essa arte, já que o trabalho manual é muito mais exclusivo.

3) Quais são as superfícies mais interessantes para aplicar um sign painting?
Gosto muito de trabalhar em madeira, vidro, cimento, metal, ferro, alumínio, ACM, automóveis, motos, tijolos aparentes… ou seja, quase tudo! Superfícies flexíveis não me agradam muito, como veludo, jeans, lona e MDF, que não é muito durável. Todo Sign Painter quer que a sua arte dure por muito tempo.

Torna o ambiente mais
agradável e faz com que
a arte entre na vida
das pessoas.

4) O que te inspirou na criação do lettering para o Brooklyn e como foi a escolha das cores?
Falar de sign painting sem falar do Brooklyn (em New York!) não faz sentido, então parecia que já estava tudo pronto. Conversando com Ricardo e com o pessoal do Firmorama, chegamos às frases de Steve Powers, que faz um trabalho maravilhoso redescobrindo a arte e espalhando mensagens por todo o mundo.

Quando entrei no hall pela primeira vez e vi as paredes pretas e os canos de cobre no teto, a combinação de cores foi se formando na minha cabeça. Pensamos em fazer algo não muito pesado para o dia a dia, já que é uma área de circulação, então optamos por cobre, dourado e bege, seguindo a decoração.

5) Como você enxerga a importância deste movimento de trazer inspiração através da arte para as obras da Vasselai?
Acho demais! Valoriza o artista, torna o ambiente mais agradável e faz com que a arte entre na vida das pessoas. São pequenos detalhes, pequenas setas, palavras ou artes espalhadas pelo prédio que vão tornar o ambiente único e agradável.

6) O que você achou do resultado final da ação e como foi toda experiência?
Foi ótimo, fiquei feliz com o resultado, pois entrou no contexto do prédio. O Firmorama fez um belo trabalho com a identidade e, como já nos conhecemos há algum tempo, nos entendemos muito bem. Busquei dar o meu melhor na realização do projeto para esse belo prédio com pessoas especiais, além de ter sido muito bem recebido e direcionado. Foi um prazer!


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