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A Vasselai abre espaço em suas obras para nomes que compõe a cena da arte urbana. Artistas são convidados a participar de projetos de arte e intervenções em seus empreendimentos com o objetivo de voltar o olhar para locais antes pouco valorizados, como tapumes, garagens, escadarias e a própria estrutura de obra em andamento.

PINTURA NO TAPUME DO SMART

Cleiton Nass é designer gráfico e a convite da Vasselai aceitou o desafio de pintar o tapume que está cercando as obras do Smart na rua Max Hering.

Nos últimos tempos, a arte urbana vem ganhando maior destaque no Brasil, país que é lar de grandes expoentes do street art mundial. Junto com a valorização dessa cultura, surge também a ideia de transformar espaços, geralmente esquecidos, em lugares com maior interação das pessoas.

Pintar um espaço como o tapume, por exemplo, é uma forma democrática de levar arte à todos. É um jeito de estimular a criatividade de quem passa por ali, levando inspiração através das cores e das formas geométricas.

Aproveite para conhecer mais sobre Cleiton Nass e seu trabalho na entrevista que fizemos com ele. Você também pode conferir fotos da pintura e um vídeo que apresenta todo o processo do desenvolvimento da ação.

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1) Cleiton, conte-nos um pouco sobre sua história:
CN:
Sou natural de Jaraguá do Sul. SC, cidade onde nasci e vivo até hoje. Sou formado em Design Gráfico e trabalho na área desde 1999. Desde 2008 me dedico ao Firmorama, estúdio de design gráfico que fundei junto com dois grandes amigos, John Karger e Jackson Peixer, de lá para cá muita coisa aconteceu e muita coisa mudou, o dia a dia do estúdio possibilita muito aprendizado e muitas experiências, e este projeto é uma delas.

2) Você é designer gráfico, certo? De onde surgiu o seu interesse pela arte urbana?
CN:
Não sei dizer exatamente de onde surgiu. Mas muita coisa influenciou, principalmente as bandas dos anos 90 e sua inesgotável fonte de referência visual. Embora tenha iniciado a trabalhar com software, sempre me interessei por processos manuais, apesar disso nunca produzi nada além de colagens de stickers e alguns stencils. Tive algumas experiências muito bacanas já no Firmorama, de poder trabalhar neste formato. No período em que trabalhei com o Carlos (Chileno) aprendi algumas coisas sobre arte urbana e processos de pintura, isso acabou fazendo com que tivesse um outro olhar para isso. O que mais me admira é a proporção que a ilustração ou o trabalho ganha na rua, ou nas paredes. Para nós que somos acostumados a ver o trabalho dentro da tela este tipo de trabalho ganha um valor especial.

Trabalho
3) O que você acha dessa proposta de transformar a cidade através da arte?
CN:
A proposta é genial, e estamos vendo algumas ações em cima disso no mundo todo. A rua é o lugar mais democrático para se expor algum trabalho ou alguma ideia. Acho muito interessante quando há uma preocupação com a transformação do ambiente ou do lugar, principalmente quando há uma proposta envolvida.

4) Qual a ligação do desenho com o Smart?
CN:
Bom, existem várias ligações da ilustração com o Smart. Uma delas é a janela do canto esquerdo do tapume, uma planificação de uma janela que terá na fachada do Smart, ela é um dos diferenciais do projeto e foi usada na ilustração como elemento, outra conexão com o projeto são os fractais diamantes, que são as linhas bases geométricas de uma peça de porcelana da Holaria, esta peça faz parte do presskit do empreendimento. As cores usadas também fazem parte da identidade visual do projeto.

Trabalho

5) Como se desenvolveu o processo de criação da ilustração do projeto?
CN:
Bom, os elementos foram baseados tanto no projeto de arquitetura quanto nos elementos gráficos do material do Smart. O processo se desenvolveu em cima do espaço que tinha para pintar, e também no efeito que eu gostaria que tivesse no resultado. Se tratando de um trabalho relativamente grande, as formas geométricas foram encaixadas em um quadrante formado pelas próprias lâminas do tapume.

6) Você tinha alguma expectativa com relação a interação que as pessoas teriam com o tapume?
CN:
Desde o início a ideia não era só pintar o tapume, mas sim criar um novo ambiente. A pintura é uma das partes que forma o ambiente. A iluminação, a pintura do chão e também as informações que tem no tapume são incentivos ao uso do espaço, isso tudo foi pensado na hora da criação. Acredito que o uso dos espaços só é efetivo quando há um incentivo, e esta era a proposta do projeto, incentivar o uso do espaço.

Trabalho

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