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A Vasselai abre espaço em suas obras para nomes que compõe a cena da arte urbana. Artistas são convidados a participar de projetos de arte e intervenções em seus empreendimentos com o objetivo de voltar o olhar para locais antes pouco valorizados, como tapumes, garagens, escadarias e a própria estrutura de obra em andamento.

EXPOSIÇÃO MAIS DO MESMO?

Quem diria que a garagem de um prédio poderia se tornar uma galeria de arte, não é mesmo? Até algum tempo atrás isso nem se passava pela cabeça das pessoas, mas as coisas estão mudando e espaços antes esquecidos estão recebendo novos olhares e novos significados.

Nessa nova edição do projeto Intervenções convidados um grupo de apaixonados por fotografia para trazerem sua exposição intitulada “Mais do Mesmo?” para as paredes da garagem do Free. Sumiram as paredes cinzas e em seu lugar surgiram fotos de gêmeos, que ao mesmo tempo que impressionam, questionam: quem é quem?

Conheça mais sobre o Coletivo Libertos e o significado da exposição nessa pequena entrevista que fizemos com eles. Veja também as fotos e o vídeo que a Entremonte produziu.

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1) Queremos agradecer a participação de vocês em mais uma edição do Intervenções e essa pequena entrevista é apenas um meio de conhecê-los melhor. Pra começar queremos que vocês nos digam quem é o Coletivo Libertos (quem participa e quem faz parte)? Hoje somos 4:
Alexandre Zielinski – fotógrafo por profissão.

Fernando Fallgatter – administrador e fotógrafo por profissão.

Nilo Biazzetto Neto – fotógrafo e professor de fotografia por profissão.

Sávio Abi-Zaid – designer por profissão.

Mais do mesmo

2) E por que vocês resolveram formar um coletivo? De onde surgiu essa ideia?
Nilo Biazzetto Neto, fotógrafo e mestre da Escola Portfolio, em Curitiba, trouxe à Blumenau em 2012 o curso Liberdade Fotográfica. O curso acabou reunindo os quatro futuros integrantes do coletivo, um como mestre e os outros três como alunos. Junto com as produções individuais e coletivas do curso, a afinidade entre os quatro os levou à produções paralelas e em seguida o surgimento do coletivo. O que os une é a vontade experimentar o máximo na arte fotográfica, sem limites ou convenções. Algumas das variantes já exploradas foram impressões em grandes formatos e exposições utilizando técnicas de interferências urbanas, seja em espaços fechados ou mesmo pelos muros das cidade.

Trabalho

3) Vocês poderiam comentar um pouco sobre o conceito e significados por trás da Exposição “Mais do Mesmo?”?
Dois fotógrafos conversam num balcão, acompanhados de boa cerveja. Tinham voltado de uma boa noite, com boa música. Ideias pululam, enquanto os dois discutem um bom tema pra sua próxima ação fotográfica. No meio da conversa um deles fala que não quer fazer nada que seja mais do mesmo. E entram, os dois, no rumo filosófico de decidir o que seria mais do mesmo. E o que seria fotografado caso mais do mesmo se transformasse no tema. “Gêmeos” foi uma das primeiras opções e daí foi um pulo para que os outros dois fotógrafos do coletivo fossem conclamados à discutir o tema. A questão da unicidade versus multiplicidade dos gêmeos atraiu a todos e ao longo das sessões com os gêmeos as questões foram ficando mais evidentes, através dos relatos e questionamentos que ouvimos de nossos modelos. Identidade, multiplicidade, singularidade, tudo isso entra em cheque quando você tem uma cópia sua circulando ao mesmo tempo que você, no mesmo mundo. Nós buscamos contribuir com os questionamentos, ampliando as discussões, ao criar nossos novos seres híbridos, meio um gêmeo, meio outro. Quem sou eu, quem é o outro? Em alguns casos, nem os gêmeos sabem!

4) O que vocês pensam a respeito da proposta de levar arte para lugares menos comuns, como nesse caso, na garagem de um prédio?
O pensamento do coletivo é completamente convergente com estas formas inusitadas de interferência/exposição. O coletivo acredita que os melhores locais para expor qualquer obra são aqueles que permitem a visualização pelo maior número de pessoas. A proposta da arte é tocar as pessoas, mexer com elas. É lindo um espaço exclusivo para exposição, com iluminação controlada, ambiência. Mas as vezes estes espaços limitam demais a visualização das obras. Na rua e nos muros a abrangência é muito maior. No caso específico da garagem do Free, a ideia subjacente é dar um toque de irreverência aos moradores, todos os dias, quando entram e saem do prédio.

Imagem mais do mesmo



trabalho

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